Africanidades

AFRICANIDADES

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Ao abrir uma página de Mia Couto, o leitor desprevenido fica fascinado essencialmente pela proliferação de neologismos que abrem para uma panóplia de significados e também pela forma especial de “falar” Português. Isso se deve a um trabalho muito elaborado sobre a palavra cujo potencial fônico e semântico são os “fios” e as “cores” com que o artista tece as metáforas surpreendentes que têm o condão de sugerir não só espaços físicos, como ambientes, estados de alma ou circunstâncias (…).

Mia Couto – Uma perspectiva Africana, por Maria Manuela Barreiros Salvador Cunha

 

Assim, talvez ao reverso de palavras, a busca se pautou em formas e em cores africanas, com o objetivo de traçar e pintar estampas, com histórias e vivências inconscientes.

A técnica da estamparia é uma técnica milenar, pela qual povos primitivos já expressavam símbolos, em tecidos tramados por eles, como forma de representação de uma etnia, de uma cultura, por meio da Arte.

Os alunos da 1ª Série do Ensino Médio do Colégio Loyola criaram estampas com referência à influência da cultura africana na cultura brasileira. Em cada metro quadrado feito na técnica da pintura de aquarela, com cores separadas por guta, sobre bastidores de metal, debruçaram semanas, no paciente tingimento de memórias.

E, agora, o resultado pode ser apreciado por todos.

Rodrigo Faleiro

Professor de Arte da 1ª Série do Ensino Médio


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