Kolvenbach

Você deseja ler pareceres abalizados sobre a Espiritualidade Inaciana?

Do Pe. Peter-Hans Kolvenbach, Geral dos Jesuítas

Do Pe. Peter-Hans Kolvenbach, Geral dos Jesuítas
(1) Um caminho para se deixar educar pelo Senhor
(2) Nem juiz, nem guru, deixando lugar ao verdadeiro educador, o próprio Deus
(3) Deus espera uma resposta livre e pessoal a seu dom pessoal
(4) Liberdade exigente e responsabilidade intensamente assumida no Senhor
(5) O importante é ser movido pelo desejo de parecer com o Criador e Senhor Jesus Cristo
(6) Os EE são o melhor que nesta vida eu posso pensar, sentir e entender

(1)"Ele (os Exercícios Espirituais) não tem nada de um manual de pedagogia ou de um tratado de didática. Trata-se de um dossiê funcional, um conjunto operativo constituído de uma série de documentos pertencentes a gêneros literários muito diferentes, mas todos com o objetivo preciso de propor concretamente um caminho que conduzirá aquele que fizer os EE a se deixar educar pelo Senhor. Ele poderá assim buscar e discernir o sentido de sua vida e seu destino pessoal na terra sob a iluminação desse que nos espera no céu e retirar então os resultados de tal descoberta assumindo as conseqüentes opções e as decisões." Kolvenbach, Educação Inaciana, desafios na virada do milênio, Coleção Ignatiana, 43, pág.11, Edições Loyola.

(2) Falando sobre o que dá os EE o Pe.Kolvenbach diz: "Nem juiz nem guru, ele utiliza a seu modo o material fornecido por Inácio e o adapta às necessidades daquele que faz os EE, desempenhando o papel de um intermediário no processo educativo. Ele deve, com efeito, ao mesmo tempo iniciar e motivar tudo e ainda passar despercebido diante daquele que será, no fim das contas, o verdadeiro educador, a saber, o próprio Deus." Kolvenbach, Educação Inaciana, desafios na virada do milênio, Coleção Ignatiana, 43, pág.11, Edições Loyola.

(3) "A primeira vista, os EE poderiam dar a impressão de uma espiritualidade individualista: eles impelem o homem a se pôr diante de Deus, sozinho com Ele, e, ao mesmo tempo, isolam o homem e seu eu: o Cristo nasceu por mim, for crucificado por mim, eu que ainda estou em vida. De fato, Inácio lidou com a idéia de que ninguém pode substituir o outro em sua liberdade e que Deus, que chama a cada um por seu nome, espera uma resposta livre e pessoal a seu dom pessoal de Criador e Salvador. Longe de fechar o eu num isolamento dourado, Inácio nos faz tomar consciência de nossa responsabilidade pessoal na história do bem e do mal. Colocando a nu o triste fato de que, por todo tipo de conveniência e de compromisso, somos traidores numa história de morte, ele abre a partir disso mesmo a perspectiva de nossa solidariedade ativa e pessoal com essa outra história que Deus, por meio do Cristo, em seu Espírito, está escrevendo conosco para que seu Reino se concretize." Kolvenbach, Educação Inaciana, desafios na virada do milênio, Coleção Ignatiana, 43, pág.20, Edições Loyola.

(4) "É verdade que durante a vida de Inácio, e de maneira crescente depois de sua morte, os jesuítas tiveram medo da liberdade exigente e da responsabilidade intensamente assumida no Senhor, que Inácio desejava ver em seus companheiros. Conhecedores de nossos limites e fraquezas, os sucessores de Santo Inácio julgaram mais prudente fundar a Companhia de Jesus e a Comunidade de Vida Cristã (CVX) sobre regras e práticas obrigatórias, sem dúvida também para proteger a espiritualidade inaciana". "Eles permanecem inacianos, mas dever-se-á esperar 1967, para se reencontrar nos textos da CVX e da Companhia a plenitude da experiência inaciana, sem excluir sua dimensão mística e sem abstraí-la de uma radicalidade que certamente não está reservada apenas aos jesuítas." Pe. Kolvenbach, Palestra na Assembléia Mundial da CVX, em Itaici, aos 25/07/98, Pronunciamentos no Brasil, Ed. Loyola, 1998, pág.34.

(5) "Inácio não podia trabalhar com pessoas passivas, sem ideal e sem projetos. Pouco importava que esses projetos fossem loucos ou desejos desmedidos. O importante é ser movido pelo desejo de parecer de alguma maneira com nosso Criador e Senhor Jesus Cristo e de imitá-lo. E se pela fraqueza humana ou pela própria miséria alguém não sente fortemente esse desejo, que experimente pelo menos, dizia Inácio, o desejo desses desejos..." Pe. Kolvenbach, Palestra na Assembléia Mundial da CVX, em Itaici, aos 25/07/98, Pronunciamentos no Brasil, Ed. Loyola, 1998, pág.34.


(6) "Os EE são para Sto. Inácio "o melhor que nesta vida eu posso pensar, sentir e entender, tanto para o homem poder aproveitar para si próprio, como para poder frutificar, ajudar e aproveitar para muitos outros" (Carta a Manuel Miona, Veneza, 16 de novembro de 1536). Os EE têm transformado muitos corações e muitas vidas... Pessoalmente estou convencido de que não podemos oferecer coisa melhor". Carta do P. Peter-Hans Kolvenbach, Superior Geral da Companhia de Jesus, a todas as pessoas relacionadas com a mesma Companhia de Jesus, aos 27/09/91, Coleção Ignatiana, n.37, pg.19.

 
 

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