7º
DIA: ANEXO PARA AJUDAR NAS CONTEMPLAÇÕES DA
PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
NOTA:
Nas contemplações do dia de hoje, dedicado à
Paixão de Nosso Senhor Santo Inácio dá as seguintes
indicações:
Ver
as pessoas, uma depois das outras. Por fim, deixar refletir
sobre si mesmo para tirar algum fruto.
Ouvir
o que falam ou podem falar e igualmente, depois, deixar refletir
sobre si mesmo para tirar algum proveito.
Olhar
o que fazem e, depois, deixando refletir sobre si mesmo, tirar
algum proveito.
Considerar
o que Cristo Nosso Senhor padece em sua humanidade ou quer padecer
e sentir dor com ele.
Considerar
como a divindade se esconde, isto é, como poderia destruir
seus inimigos e não o faz, e como deixa padecer tão
crudelissimamente a sacratíssima humanidade.
Considerar
também como padece tudo isso por meus pecados etc...,
e o que devo fazer e padecer por ele.
1.
CONTEMPLAÇÃO
DOS MISTÉRIOS ACONTECIDOS DESDE A PRISÃO DO SENHOR
NO HORTO ATÉ OS ACONTECIDOS NA CASA DE ANÁS E CAIFÁS.
A HISTÓRIA:
Jesus ora no horto das oliveiras;
sente pavor e tédio. Sua sangue. Os discípulos
dormem. Com espadas e paus vêem prender Jesus! Com um
beijo Judas entrega Jesus. Amarrado é levado para a casa
de Anás e Caifás onde é julgado. Cospem
nele. Dão-lhe bofetadas... Passa uma noite horrível!...
PONTOS:
Terminada a ceia e tendo cantado
o hino, o Senhor dirigiu-se ao Monte das Oliveiras com seus
discípulos, cheios de medo. Deixando os oito no Getsêmani,
disse: "Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar".
Acompanhado de Pedro, Tiago e João orou três vezes,
dizendo: "Pai, se é possível passe de mim
este cálice; contudo, não se faça a minha
vontade, mas a tua. E, entrando em agonia, orava mais prolongadamente".
Foi tomado de tanto temor, que
dizia: "Minha alma está triste até a morte",
e suou sangue tão copioso, que S. Lucas diz: "Seu
suor era como gotas de sangue, que corriam por terra".
O que supõe estarem já suas roupas impregnadas
de sangue.
O Senhor deixa-se beijar por Judas
e se prender como ladrão, dizendo: "Saístes
para prender-me como a um ladrão, com cacetes e armas,
quando cada dia estava convosco no templo, ensinando, e não
me prendeste". E dizendo: A quem procurais?" Caíram
por terra os inimigos.
São Pedro feriu um servo
do pontífice. O Senhor, com sua mansidão habitual,
disse-lhe: "Repõe tua espada no lugar"; e curou
a ferida do servo.
Desamparado por seus discípulos,
amarrado, Cristo foi conduzido a Anás, em cuja casa São
Pedro, que o seguira de longe, o negou uma vez, e onde lhe deram
uma bofetada dizendo-lhe: "Assim respondes ao pontífice?".
Da casa de Anás levam-no
amarrado até à de Caifás, onde São
Pedro o negou duas vezes. Olhando para ele o Senhor, "saiu
para fora e chorou amargamente".
Jesus permaneceu toda aquela noite
amarrado.
Além disso os que o guardavam
preso escarneciam dele, feriam-no, vendavam-lhe o rosto e davam-lhe
bofetadas. E o interrogavam: "Profetiza-nos quem te bateu,
e coisas semelhantes blasfemavam contra ele".
TEXTOS:
Mt 26,1-75
Mc 14,26-72
Lc 22,39-65
Jo 18,1-27
2.
- A CONTEMPLAÇÃO DOS MISTÉRIOS ACONTECIDOS
DESDE A CASA DE CAIFÁS ATÉ À DE PILATOS E DA
DESTE ATÉ À DE HERODES; DESTE ATÉ PILATOS NOVAMENTE:
DA FLAGELAÇÃO, DA COROAÇÃO DE ESPINHOS,
DO EIS O HOMEM.
A
HISTÓRIA:
De manhã Jesus é
levado para o governador romano. Acusam-no de levar o povo à
perdição e não pagar impostos. O governador
não encontra culpa nele. É preterido à
Barrabás. É ridicularizado por Herodes. Como louco
devolvido pelas ruas de Jerusalém para Pilatos. Este
de novo declara sua inocência; porém, é
flagelado, coroado de espinhos, apresentado à multidão:
"Eis o homem!..."
PONTOS:
Toda a multidão dos judeus
o leva a Pilatos, diante do qual o acusam, dizendo: "Encontramos
a este que estava levando à perdição nosso
povo e proibindo pagar tributo a César".
Depois de o interrogar uma e outra
vez Pilatos diz: "Não acho nele culpa alguma".
Barrabás, ladrão,
foi preferido a ele. Bradaram todos, dizendo: "Não
soltes a este, mas, sim, a Barrabás".
Pilatos
enviou Jesus, Galileu, a Herodes, tetrarca da Galiléia.
Herodes, curioso, interrogou-o longamente.
Ele não lhe respondia coisa alguma, embora os escribas e
sacerdotes o acusassem constantemente.
Herodes com seu séqüito
tratou-o com desprezo, vestindo-o com uma veste branca e enviando-o
de novo a Pilatos, pelas ruas de Jerusalém.
Herodes torna a enviá-lo a
Pilatos, pelo que se tornaram amigos, já que antes eram inimigos.
Pilatos
tomou a Jesus e açoitou-o Os soldados fizeram uma coroa de
espinhos, puseram-lhe sobre a cabeça, vestiram-no de púrpura,
e vinham a ele e diziam: "Deus te salve, rei dos judeus";
e davam-lhe bofetadas.
Conduziu-o fora à presença
de todos: "Saiu, pois, Jesus para fora, coroado de espinhos
e vestido de escarlate. Disse-lhes Pilatos: "Eis o homem".
Os pontífices, ao verem-no, bradavam, dizendo: "Crucifica-o,
crucifica-o".
TEXTOS:
Mt 27,1-2;11-31
Mc 15,1-20
Lc 23,1-25
Jo 18,28-19,16
3
- CONTEMPLAÇÃO DOS MISTÉRIOS ACONTECIDOS
DESDE A CASA DE PILATOS ATÉ A CRUZ INCLUSIVE.
A
HISTÓRIA:
Pilatos lava as mãos e
entrega Jesus para ser crucificado. Jesus cai sob o peso da
cruz. Encontra no caminho sua mãe bendita! É crucificado
entre dois ladrões!
PONTOS:
Pilatos, sentado como juiz, entregou-lhes
Jesus, para o crucificarem, depois de os judeus o negarem como
rei, dizendo: "Não temos por rei senão a
César".
Levava a cruz às costas.
E, não podendo carregá-la, Simão Cireneu
foi constrangido a levá-la atrás de Jesus.
Crucificaram-no em meio a dois
ladrões, colocando este letreiro: "Jesus Nazareno,
rei dos judeus".
TEXTOS:
Mt 27,32-44
Mc 15,21-32
Lc 23,26-38
Jo 19,17-24
4
- CONTEMPLAÇÃO DOS MISTÉRIOS ACONTECIDOS
NA CRUZ.
A
HISTÓRIA:
Na cruz proferiu sete palavras...
Blasfemavam contra ele... Quando morreu, o sol escureceu-se...
Tirado da cruz repousou nos braços da Mãe... Foi
sepultado. Todos se retiraram.
PONTOS:
Proferiu sete palavras na cruz.
Pediu pelos que o crucificavam; perdoou ao ladrão; recomendou
São João à sua Mãe e Sua Mãe
a São João; disse em alta voz: "Tenho sede".
E deram-lhe fel e vinagre. Disse que estava desamparado. Disse:
"Está consumado". Disse: "Pai, em tuas
mãos encomendo meu espírito".
O sol escureceu-se, as pedras
fundiram-se, as sepulturas abriram-se; o véu do templo
rasgou-se em duas partes de alto a baixo.
Blasfemam contra ele, dizendo: "Es tu que destróis
o templo de Deus; desce da cruz". Foram divididas suas
vestes; com a lança foi ferido seu lado; correu água
e sangue.
Foi tirado da cruz por José
e Nicodemos, em presença de sua Mãe dolorosa.
O corpo foi levado para o sepulcro,
ungido e sepultado.
Foram colocados guardas.
TEXTOS:
Mt 27,45-66
Mc 15,33-47
Lc 23,39-56
Jo 19,24-42