Qualificação nas atividades remotas

Desde que as aulas presenciais nas escolas de Minas Gerais foram suspensas e as atividades remotas no Ensino Fundamental foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação, o Colégio Loyola deu início a um amplo processo de capacitação de suas equipes acadêmico-pedagógicas para responder à nova realidade de ensino-aprendizagem a distância imposto pela pandemia de Covid-19.

O uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na disponibilização das atividades escolares se tornou questão ainda mais fundamental para garantir a excelência na formação acadêmica e humana que a escola oferece. Por meio da Rede Jesuíta de Educação (RJE), o Colégio Loyola promoveu diversas oportunidades para a formação de seus colaboradores, buscando melhorar e aprimorar suas habilidades com equipamentos e plataformas tecnológicas.

De acordo com a professora Zélia Guimarães, regente do 5º Ano do Ensino Fundamental, essas capacitações foram imprescindíveis, uma vez que, devido ao Covid-19, ocorreu uma mudança radical nas maneiras de ensino, nas quais são necessárias habilidades tecnológicas. “Não estávamos preparados para realizar as atividades remotas da forma que se fez necessário. Digo sobre competência tecnológica, sistemas, plataformas (uso e aplicação), além da realização de todo o suporte diante de problemas e/ou dificuldades encontradas”, comenta a professora.

Com a crescente qualificação das equipes, especialmente, dos professores, a adequação de equipamentos e aperfeiçoamento dos materiais de estudo oferecidos, além do ganho em maturidade dos nossos estudantes para a aprendizagem no ambiente virtual, foi definida a migração das atividades remotas para a plataforma Teams. Visando melhorar a experiência para os usuários, foi realizada uma capacitação específica para uso da ferramenta, em que se tratou, além de questões técnicas, também de assuntos como maneiras de melhorar o trabalho on-line (cuidados, estratégias, recursos, atividades etc.).

Essa formação foi coordenada pelo Prof. Dr. Gustavo Borba, coordenador do Instituto de Formação de Professores da Unisinos. Ele abordou aspectos importantes sobre engajamento e empatia, além de orientações para a gravação das aulas, check-out, feedback e checklist de aula, além de uma série de atividades práticas a serem realizadas com os estudantes.

A cargo da equipe de Tecnologia da Informação do Loyola ficaram as capacitações tecnológicas para ensino remoto. Esses momentos de formação tiveram como pilares o ensino e a adaptação dos professores em relação aos meios tecnológicos. Foram realizadas videoaulas e lives, nas quais os professores aprenderam o “passo a passo” e os serviços de cada plataforma, além de terem o momento e o canal para esclarecerem dúvidas.

“Aprendi e consegui realizar as atividades e propostas a mim apresentadas. Destaco que não está sendo fácil, e, em alguns momentos, foi assustador, porém, com todo o suporte da TI e equipe de professores da série, tenho aplicado todas as aprendizagens realizadas (em tão pouco tempo) demonstrando maior habilidade nos recursos tecnológicos”, ressalta a professora. Todo esse esforço e dedicação realizados têm como objetivo atender as necessidades dos estudantes, cumprindo a missão de ensino do Colégio em uma perspectiva de humanização e aproximação, mesmo em tempos virtuais.

Foram vários treinamentos realizados com os colaboradores, visando aperfeiçoar os subsídios disponibilizados e as experiências com os alunos, para que, nesse cenário de suspensão de atividades presenciais, as interações sejam as mais otimizadas e prazerosas possíveis. O cenário exige um reposicionamento significativo das atividades e foi encarado pela equipe do Loyola como uma oportunidade espetacular de deslocamentos do nosso fazer pedagógico, relacional e humano.


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