Tempo de tela e seus efeitos

O uso excessivo de telas, isto é, computadores, tablets e celulares, é prejudicial ao ser humano, podendo ocasionar, por exemplo, danos físicos e mentais para o indivíduo. Independentemente da proposta de utilização de telas ou mesmo da qualidade dos conteúdos, existem implicações para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.

Esses são alguns dos pontos abordados pelo artigo produzido por Virgínia Queiroz, coordenadora de série do Colégio Loyola. O artigo, que é uma revisão de pesquisas, que consideram também o contexto atual da pandemia da Covid-19, tem como estudo os efeitos do tempo de utilização de telas no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

No período atual, de isolamento social, crianças e adolescentes estão dedicando mais tempo na tela para entretenimento, convivência e, agora, com mais frequência, para as aulas virtuais. Com a interrupção das aulas presenciais, as escolas têm se dedicado a produção de aulas virtuais e orientação para realização de tarefas em plataformas, o que tem agregado mais tempo de tela paras crianças e adolescentes.

Segundo Virgínia Queiroz, a revisão trouxe à vista resultados importantes e preocupantes sobre o excesso do tempo de tela, nos aspectos físicos, cognitivos e emocionais de crianças e adolescentes. No artigo, por exemplo, são estabelecidas relações do excesso do tempo de tela com a qualidade e tempo de sono, depressão e transtornos psicológicos, nutrição e sobrepeso, além da diminuição de atividades físicas.

“A partir dos estudos realizados, destaco uma lacuna nas pesquisas: as implicações do excesso de tela na formação das subjetividades das crianças e adolescentes. Enquanto o mundo virtual é mais simples, fragmentado, colorido e prazeroso, o mundo real é concreto, contraditório e nem sempre atende às nossas exigências e expectativas. Assim, vivenciar intensamente o mundo virtual leva a sentimentos de intolerância, individualismo e passividade, entre outros”, comenta a coordenadora.

Em meio a essa realidade, a participação de educadores e pais no convívio com crianças e adolescentes torna-se mais necessária, uma vez que estamos vivendo um  momento no qual as pessoas se relacionam mais virtualmente, logo dedicando mais tempo às telas. Dessa forma, é fundamental que pais e educadores estejam atentos e disponíveis para com as crianças, apoiando, escutando e observando quaisquer problemas.

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